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Como montar um portfólio de UX se eu ainda não trabalho com UX?

A grande maioria dos profissionais de UX que estão hoje no mercado já se depararam com a pergunta acima.
O texto abaixo foi retirado do site UX design.cc

É um momento de pânico, de certa forma.
Você percebe que, para aplicar para uma vaga de UX, “portfólio” é quase sempre um campo obrigatório.

É um ciclo, quase um paradoxo: você só será contratado como UX Designer quando tiver um portfólio com trabalhos de UX. Mas se você nunca trabalhou com UX, como é que vai conseguir montar um portfolio?
A ideia deste artigo é compartilhar um pouco sobre os caminhos disponíveis, na esperança de ajudar profissionais que estejam começando no mercado agora, ou que estejam querendo fazer a transição de outra disciplina para User Experience Design.

Caminho 1: o estágio

O caminho mais certeiro é o estágio: as empresas normalmente requerem nenhuma experiência anterior, a responsabilidade é menor e você terá chances de errar e acertar. Depois de um tempo, você terá experiência no currículo para conseguir uma contratação. Se no seu caso o estágio é financeiramente inviável, uma opção é se programar antes (leia-se “juntar dinheiro”) para poder ficar alguns meses estagiando antes de ser contratado.
Se você já trabalha com algo relacionado a Design, é possível que consiga começar em um cargo de UX Designer Junior. Nesse caso é importante ser honesto nas entrevistas e deixar claro que você está fazendo a transição entre uma área e outra, e que portanto não possui a experiência de alguém que já está na profissão há mais tempo.
Dica de ouro: esse site aqui tem uma lista bem grande de empresas, agências e consultorias globais que realizam trabalhos de UX. Vale visitar o site de algumas dessas empresas para ver quais delas possuem vagas abertas de estágio em UX.

Caminho 2: trabalho voluntário

Quando ouvimos falar em “trabalho voluntário” nossa cabeça imediatamente pensa em caridade, feijoadas beneficentes e forças-tarefas para ajudar quem precisa.
O fato é que, em UX, também existe bastante gente precisando de ajuda.
Existem muitas startups e instituições sem fins lucrativos que possuem causas muito bacanas, mas não possuem verba suficiente para contratar um profissional de UX. Converse com algumas dessas organizações e explique sua situação: você está disposto a ajudar gratuitamente, desde que possa colocar o estudo de caso no seu portfólio quando o trabalho estiver concluído.
O melhor caminho aqui é perguntar na sua rede de contatos se alguém conhece alguma startup, ONG ou empresa que esteja precisando desse tipo de ajuda.
Se não souber por onde começar, tente este grupo de discussão aqui.

Caminho 3: fazer um curso ou bootcamp de UX

Existem muitos cursos por aí que dão noções básicas para quem está interessado em UX. Se você optar por esse caminho, procure os cursos mais práticos – que não apenas ensinam as metodologias mais comuns de UX mas também te permitem colocar a mão na massa e fazer projetos durante a duração do curso.
Existe também um tipo mais específico de curso chamado de Bootcamp, oferecido por muitas escolas de design por aí. Os bootcamps geralmente têm duração menor do que os cursos, e são focados em resolver um problema específico ou desenvolver um projeto do começo ao fim – o que acaba sendo uma ótima opção para quem precisa de mais projetos no portfólio.
Nos bootcamps, como está todo mundo começando, é muito mais fácil você ser ajudado por outros estudantes e pelos instrutores para tirar suas dúvidas sobre questões práticas, à medida em que você está fazendo o trabalho.
Se estiver procurando cursos e bootcamps fora do Brasil, seguem algumas opções que eu conheço. Disclaimer: não somos associados a nenhuma dessas empresas e não podemos garantir a qualidade de nenhum desses cursos.

Caminho 4: o freelance-amador honesto

Esse é um caminho um pouco mais arriscado, mas pode garantir projetos mais significativos no seu portfólio – caso você encontre o parceiro adequado. Tudo começa com uma boa conversa ao encontrar uma oportunidade de freelance: conversar com a pessoa que está requisitando o projeto e explicar que você tem pouca experiência na área e, portanto, pode cobrar um preço menor pelo trabalho.
É importante alertar a empresa sobre os riscos, e ter em mente que você precisará compensar a falta de experiência prática no mercado com uma dose extra de dedicação e comprometimento. Talvez o processo de design tenha alguns rounds de revisão a mais do que a média, então vale a pena combinar a regra do jogo com a empresa antes de aceitar o trabalho.
Transparência, nesse caso e em todos os outros, é a palavra de ordem.

Caminho 5: criar um projeto fictício

Uma outra opção é inventar o seu próprio brief.
Duas possíveis opções aqui:
A primeira delas é inventar uma empresa/produto/serviço fictício. Um app que ajuda mães grávidas a medirem a temperatura do bebê. Um website que agrega hostels na cidade organizados por tipo de frequentadores. Um espelho interativo que te dá as notícias todas as manhãs. Basta usar a criatividade e o bom senso (para ter certeza que o desafio de design soe realista) e criar o seu próprio projeto.
A segunda opção é redesenhar um produto já existente. Procure um aplicativo famoso e que as pessoas estão acostumadas a usar, e busque formas de melhorar a experiência. Mas cuidado: tenha certeza que o que você está propondo fará a vida do usuário melhor, mas também fará sentido do ponto de vista de negócios – criar um redesign muito distante do real pode ser um tiro no pé e assustar as empresas que possam querer te contratar.
Se você for por qualquer um desses caminhos, aproveite a oportunidade para percorrer um processo de design o mais completo possível – e assim conseguir mostrar um vocabulário legal de métodos e entregáveis de UX.
Qual o número ideal de projetos no portfólio?
Para essa pergunta não existe uma fórmula mágica, mas posso dar a opinião de quem já entrevistou bastante gente para vagas iniciantes de UX.
Para vagas de estágio em UX: zero projetos. Nesse caso costumo pedir para ver qualquer tipo de trabalho que a pessoa tenha feito no passado – não necessariamente de UX. Se a pessoa é desenvolvedora front-end, peço para ver um site que ela já tenha feito. Se é redatora, peço para ver um script ou um artigo que já tenha escrito.
Para vagas de UX designer junior: três projetos. Nesse caso procuro olhar menos a qualidade final dos entregáveis, mas sim se o raciocínio da pessoa está no caminho certo.
Para vagas de UX designer pleno: seis projetos ou mais.
Para vagas de UX designer sênior para cima: nove projetos ou mais.
Como descobrir onde estão as vagas?
A grande maioria das vagas de UX não é anunciada em lugares públicos; elas surgem de conhecidos, de contatos profissionais ou amigos de amigos.
Converse com profissionais da área.
Visite uma empresa que trabalha com UX e descubra mais do dia-a-dia de um profissional da área.
Siga as publicações de times de UX no Medium: algumas delas anunciam vagas de design por lá.
Participe de eventos de UX — não apenas pelo conteúdo das palestras, mas pelas conversas que acontecem nos intervalos. Faça contatos e siga esses caras nas redes para aprender um pouco sobre como eles pensam.

Participe de grupos nas redes sociais onde essas vagas são publicadas.

Converse também com profissionais de áreas diferentes. Grande parte dos conhecimentos que ajudam um UX Designer a ser um bom profissional não é exclusivo de User Experience. Converse com o time de tecnologia, com o time de planejamento, com os decisores de negócios. Como a área de UX transita entre várias outras áreas do conhecimento, essa troca de experiências com profissionais de perfis diferentes do seu é sempre válida.

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